| 07.04.2008 |
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AgroInd vai discutir acesso do meio rural ao mercado |
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Lajeado - A democratização do mercado para as agroindústrias é um dos assuntos que mais desafia líderes de entidades e governantes do Rio Grande do Sul. O Estado que é um dos maiores produtores e exportadores de grãos do país, dono do quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, tem pelo menos 1.850 agroindústrias familiares, conforme dados de 2007 da Emater. A atividade está em expansão e pelas vantagens que oferece começa a receber a devida atenção no meio econômico. Exemplo disso são os projetos do Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e do Sistema Unificado de Atenção à Saúde Agropecuária (Suasa). São temas que vão fazer parte da programação técnica da 1ª AgroInd Familiar – Feira Nacional de Equipamentos, Serviços e Produtos para a Agroindústria Familiar.
Palco da discussão, o Vale do Taquari é a segunda região gaúcha com maior número de agroindústrias (em primeiro lugar está a Serra). Elas somam 385 e estima-se que empreguem cerca de 16 mil pessoas. Embora a maioria seja de pequeno e médio porte, o universo de pessoas envolvidas é significativo, já que para cada posto direto calcula-se que outras três pessoas sejam ocupadas na cadeia produtiva, desde o plantio até a transformação e comercialização.
O consultor da área de agricultura da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), João Bogorni, sustenta que a disseminação do Suasa foi um dos motivadores da criação da AgroInd. A entidade é co-promotora do evento e durante a programação vai conscientizar para a importância da formalização para o acesso a mercados mais abrangentes. O SIM é o primeiro passo para expandir as vendas dos produtos de origem animal e vegetal dentro do município. As cidades que têm o SIM implantado podem encaminhar adesão ao Suasa e, a partir da aprovação, abrir caminho para que a produção das agroindústrias seja vendida em todo o Estado e para o restante do país.
“Para muitos municípios, gaúchos e fora do Estado, não há recursos para brigar pela atração de grandes empreendimentos. Valorizar as potencialidades existentes é ter a garantia de bons negócios no futuro. E isso passa por incentivar agroindústrias e dar suporte para que a comercialização possa ocorrer em qualquer lugar”, destaca Bogorni.
Cenário
Conforme dados da Famurs, 202 municípios gaúchos têm o SIM instalado. E neste quesito o Vale do Taquari dá exemplo, com mais da metade de suas cidades adequadas. Para o coordenador das áreas de Agricultura, Meio Ambiente e Infra-Estrutura da entidade, Carlos Cardinal, ter o sistema é um diferencial importante e que pode garantir prioridade em termos de mercado. Hoje ainda não tem prazo para a adequação, mas amanhã ou depois os governos vão exigir. Para os municípios que têm agroindústria em sua economia isso é questão de desenvolvimento.”
Desses 202, 12 já encaminharam pedido ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para obtenção do Suasa. Entre eles estão cidades como Lajeado, sede da AgroInd, Horizontina, Barracão, Santa Cruz do Sul e Crissiumal. Os técnicos do MAPA vão aproveitar a vinda para a feira e realizar auditorias nas localidades. A esperada resposta positiva os deixará aptos a ganhar o país com sua produção, tendo o respaldo higiênico e sanitário do Mapa.
O público previsto para feira é de 70 mil pessoas. Entre os expositores haverá cerca de 200 agroindústrias de todo o Rio Grande do Sul. A AgroInd Familiar realiza-se de 17 a 21 de abril no Parque do Imigrante, em Lajeado. É uma promoção da CIC-VT, Federação das Associações dos Municípios Gaúchos (Famurs) e Centro Universitário Univates. A organização é da Acil e apoio da Prefeitura Municipal de Lajeado, Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), Associação dos Secretários Municipais de Agricultura do Vale do Taquari (Asamvat), Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Fetag/RS, MPA/RS, Fetraf Sul, MDA, MAPA, SEAPA/RS e Emater/Ascar-RS.
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