| 17.04.2008 |
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Diretor do Dipoa destaca padronização de procedimentos de inspeção |
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Lajeado - Os objetivos do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), seus avanços, dificuldades e vantagens foram tema de um dos painéis mais apreciados do 17º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura do RS. O evento começou hoje e segue até esta sexta-feira ao meio-dia no auditório do prédio 3 da Univates, integrando a AgroInd Familiar. O palestrante foi o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Nelmon de Oliveira Costa, que destacou as iniciativas do governo federal para estabelecer o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) e com isso padronizar os procedimentos. “A intenção é permitir que os serviços de todo o país – em âmbito municipal, estadual e nacional - adotem os mesmos critérios na hora de avaliar a qualidade dos produtos, garantindo aos consumidores segurança na hora das compras”, explica Costa.
O Sisbi-Poa é uma das áreas do Suasa. A lei que regulamenta a adesão é voluntária dos estados e municípios e, até agora, o Rio Grande do Sul é o estado que mais solicitou adesões de municípios. O primeiro a conquistar a abertura para a livre comercialização dos produtos das agroindústrias é Crissiumal. A cidade já cumpriu as etapas de documentação e auditoria, faltando apenas alguns procedimentos do Governo do Estado. “Todos levam vantagem com o avanço nesta área. Ganham as agroindústrias, que multiplicam seus potenciais mercados, municípios e estado com geração de emprego, renda e imposto”, destacou Costa. E além de Crissiumal, nesta semana mais quatro municípios aumentaram suas chances para também obter a adesão. São eles Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Horizontina e Constantina.
Referência no assunto, o prefeito de Crissiumal acompanhou o evento e falou da sua trajetória. A cidade de cerca de 15 mil habitantes tem Sistema de Inspeção Municipal (SIM) há 11 anos. “Nos estruturamos com técnicos concursados, combate ao abate clandestino, vigilância sanitária atuante”, exemplifica Walter Heck. O modelo associativo está presente no fomento a novas agroindústrias. Hoje 50 delas integram a cooperativa que dá suporte e assistência técnica. “É desde orientação sobre rotulagem, obtenção de recursos, embalagem, contratação de técnicos, entre várias formas de auxílio.” Uma das preocupações manifestadas por Heck é quanto à tributação. “Hoje empresas de grande porte, como a Sadia, pagam o mesmo imposto que um pequeno fabricante de salame. Neste sentido precisamos evoluir.”
O encontro dos secretários discutiu ainda políticas públicas de desenvolvimento da agroindústria familiar e crédito. Cerca de 200 pessoas acompanharam o evento, dos quais 90 secretários de agricultura municipais. Nesta sexta-feira a programação começa às 8h30min com debate sobre milho transgênico. Meio ambiente, turismo rural e recursos federais para o setor estão entre os temas. O encerramento é às 12h30min.
Foto: Nelmon de Oliveira Costa, diretor do Dipoa
Créditos: Simone Rockenbach
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